A ala feminina vem conquistando seu espao desde sua luta pela igualdade de direitos ocorrida pela primeira vez na fatdica tarde do dia 25 de maro de 1911 quando 150 mulheres morreram em um incndio na Triangle Shirtwaist Company, em Nova Iorque.
uma luta que perdura at hoje e que coleciona em sua histria muitas conquistas, mas que ainda esto muito longe do que deveria ser o ideal pois o preconceito e a discriminao ainda so encarados como desafios para a mulher no mercado de trabalho.
No setor industrial, mais precisamente na soldagem no diferente. As diferenas salariais entre homens e mulheres ocupando o mesmo cargo, o tempo de permanncia no emprego, sem contar com ocorrncia de assedio moral e sexual (entre outros motivadores) tornam-se fatores predominantes para que os nmeros estejam contra elas.
Por exemplo, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclio (PNAD), do Instituto de Geografia e Estatstica (IBGE) realizada em 2014, as mulheres continuam a receber renda 25,5% menor comparada aos homens. O Departamento Intersindical de Estatstica e Estudos Socioeconmicos (DIEESE) diz que a diferena entre o que ganha o homem e a mulher na grande So Paulo de 29,67% em 2013. Quando precisam pedir um aumento os homens so mais confiantes. S 1 em 4 mulheres esto confiantes de que receber aumento de salrio esse ano enquanto 40% dos homens esperam um salrio mais alto. Tambm menos provvel que mulheres deixem seus empregos por causa de baixos salrios. o que cita o relatrio Glassdoor. Reino Unido.
J a Fundao SEADE (Sistema Estadual de Anlise de Dados), em parceria com o DIEESE realizou uma pesquisa sobre a presena das mulheres no mercado de trabalho e mostrou que o ndice de desemprego entre as mulheres maior que entre os homens; que quando esto sem emprego as mulheres demoram uma semana a mais que os homens para encontrar uma nova colocao; e que o tempo de permanncia delas no posto de trabalho menor do que o deles. Se um homem e uma mulher com o mesmo nvel de qualificao disputam a mesma vaga, h grandes chances de o homem ficar com o emprego.
Alm dos dados salariais e outros citados, os benefcios referentes flexibilidade de horrios e a presena feminina permite inferir a real dificuldade de aceitao ou presena do sexo feminino nos espaos de trabalho.
A emancipao da mulher veio de encontro a necessidade de ?tomar as rdeas? familiares transformando-se em provedora de solues econmicas em seus lares, que muitas vezes foram dilacerados pelos momentos de crise. Muitas delas viram na soldagem uma alternativa para alcanar a autonomia financeira a um curto prazo de tempo.
Turmas de Soldadoras formadas pelo SENAI em Teresina
Sua crescente participao no mercado de trabalho atuando em grandes empresas as tm levado a procurar cursos de capacitao e qualificao profissional na rea da soldagem ? profisso que antes eram restritamente procurada por homens.
Atualmente muito comum entrar em um ?pipe shop? ou qualquer setor de montagem e construo e encontrar soldadoras realizando trabalhos que exigem fora e ateno. Elas do conta do trabalho e esta afirmao firmada pelas empresas que do preferncia a mo de obra feminina.
Obviamente os motivadores para a contratao desta mo de obra se do pela responsabilidade, pontualidade, competncia, qualidade, organizao e senso de equipe que elas demonstram. Porm ainda a maior luta que essas profissionais enfrentam a discriminao e o preconceito.
Recentemente, em uma discusso promovida pelo BLOG DO SOLDADOR em sua fanpage no facebook (LINK) algumas mulheres dispuseram seus ricos depoimentos contando suas experincias relacionadas ao tema. A grande maioria delas demonstraram que o maior preconceito est na contratao.
Muitas delas desejam disputar vagas de soldadoras em igual vantagem. Porm muitas vezes as empresas no possuem poltica de contratao de mo de obra feminina para trabalhos industriais insalubres.
Algumas delas sofreram discriminao direta de colegas de trabalho e algumas citaram algum tipo de assdio moral ou sexual. lamentvel que nos dias atuais ainda exista lugar para a discriminao e para o preconceito quando relacionados a mo de obra feminina.
Vera Anderson Soldando em um Estaleiro em Pascagoula ano 1944
O direito a igualdade est assegurada por lei e a mulher pode e deve reivindicar seu direito a disputar vagas de trabalho em iguais condies que os homens.
A parte positiva que muitas empresas tm se atentado a utilizao de mo de obra feminina para trabalhos em soldagem e garantem ? trabalham to bem ou melhor que muitos soldadores do sexo masculino.
O Frum Econmico Mundial alerta que a desigualdade entre os sexos quando se trata de participao econmica e oportunidades para mulheres est na casa dos 60%. S 4% menos do que em 2006. O frum prev que 81 ANOS o tempo necessrio para que o mundo corrija a diferena nesse ritmo, ou seja, somente em 2095 alcanaremos a igualdade de gnero no mercado de trabalho. Isso se tomarmos aes de combate ao preconceito e discriminao.
Que este artigo entre outros relacionados sirva de apoio a discusso deste to importante tema e que consigamos encurtar o tempo para alcanarmos a igualdade de gneros no mercado de trabalho. Principalmente na rea da soldagem.
Esse artigo homenageia todas as profissionais que atuam no desenvolvimento tecnolgico da soldagem de todos os nveis. Parabns, guerreiras da solda.